Antropo o quê?

O grupo Antropofocus existe desde 28 de outubro de 2000, com alguns propósitos simples. O primeiro era fazer comédia. O segundo, ter um processo em que todos os integrantes pudessem contribuir com suas ideias. Terceiro: o de continuar fazendo isso pelos anos seguintes.

Não é que deu certo?

Começamos dentro da Faculdade de Artes do Paraná. Alguns alunos, do curso de artes cênicas, queriam fazer comédia de um jeito diferente e não achavam espaço para experimentar suas ideias. Eis que surge a oportunidade de apresentar cenas cômicas numa mostra na cidade de Castro, interior do Paraná. Então fomos para sala de ensaio, e começamos a improvisar cenas. Sem saber como seria a recepção do público, fomos para a tal apresentação. Não é que deu certo? A boa receptividade das cenas levou estes mesmos alunos a acharem outros amigos de comédia e montarem um grupo. Por motivos muito anormais para serem relatados aqui, acabou sendo batizado de AntropofocusTM. Sua primeira peça, Amores & Sacanagens Urbanas, foi apresentada pela primeira vez num auditório de cursinho.

Não é que deu certo?

Depois, essa mesma peça foi para um teatro particular, no único horário disponível e negociável: onze e meia da noite. Divulgação difícil de fazer, especialmente para um grupo estreante. Mas o público foi, se divertiu, contou pros amigos, lotaram o o auditório.

Não é que deu certo?

Um teatro ia estrear na cidade e tínhamos uma peça nova para estrear, chamada Pequenas Caquinhas. Um teatro novo, uma peça nova, uma dúvida grande se o público gostaria dessa linguagem de cenas curtíssimas.

Não é que deu certo?

Depois, foi Estereotipacionices, peça de vaudeville com múltiplas cenas, criada originalmente para bares muito antes do stand-up entrar neste sucesso de hoje em dia.

Dimensão Desconhecida, parceria com outro grupo de teatro de Curitiba.

Porcus™, primeira peça de um texto com começo, meio e fim. Experiências que deveriam abrir a gente para novas possibilidades de teatro.

Não é que deu certo?

O desafio de criar uma peça sem diálogos veio na sequência, durante todo o processo de criação de Contos Proibidos de Antropofocus. Não sabíamos se o público embarcaria na história, se entenderia nossas ideias.

Não é que… ?

Depois, fora MUITAS viagens com as peças de repertório, surgiram os projetos voltados exclusivamente para a improvisação. Um deles funciona para a experimentação de criação de cenas e jogos de improviso, o Improfocus™, e outro que é um formato importado do Canadá, chamado aqui no Brasil de RESTA 1.

No ano de 2012, para falar um pouco sobre o medo das pessoas do apocalipse, o grupo estreia sua peça Não se preocupe: é APENAS o fim do mundo. Espetáculo de cenas que falam sobre o medo da morte (afinal, apesar de ser uma lenda, ainda era um temor que pairava no ar).

Em 2013 e 2014 o grupo passou por diversas adaptações. Abriu um espaço próprio, no centro de Curitiba, para receber professores do Brasil e do mundo, e para oferecer cursos dos próprios integrantes para a comunidade.

Em 2015 estreou um espetáculo de improviso chamado Histórias Extraordinéditas, em que histórias pessoais da plateia viram cenas.

Em 2016 estreou NO DIA SEGUINTE: a quase-história da tevê brasileira, uma comédia sobre um suposto primeiro dia de transmissão de tevê no Brasil.

E o grupo não para, sempre pensando no próximo projeto.

Antropofocus:

desde outubro de 2000 fazendo comédia, sempre tentando um jeito novo de levar uma ideia para o palco